ESCOLA
ESTADUAL CORONEL FERNANDES – LUÍS GOMES
Foi criada pelo Decreto nº265, datado
de 20 de janeiro de 1912, situado na Avenida Professor Francisco Jácome de
Lima, nº 84, Centro, na cidade de Luís Gomes, Estado do Rio Grande do Norte
STPM JOTA MARIA - MOSOSRÓ-RN, 24 DE FEVEREIRO DE 2024
ESCOLA
ESTADUAL CORONEL FERNANDES – LUÍS GOMES
Foi criada pelo Decreto nº265, datado
de 20 de janeiro de 1912, situado na Avenida Professor Francisco Jácome de
Lima, nº 84, Centro, na cidade de Luís Gomes, Estado do Rio Grande do Norte
ANTÔNIO FERNANDES DE OLIVEIRA, DUAS VEZES PRESIDENTES DA
INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE LUÍS GOMES, ATUAL CARGO DE PREFEITOM NOS PERÍODOS DE
01 DE JANEIRO DE 1898 A 31 DE DEZEMBRO DE 1990 E DE 01 DE JANEIRO DE 1901 A 31
DE DEZEMBRO DE 1904
O Coronel ANTÔNIO FERNANDES DE OLIVEIRA, nasceu na então
Município de Portalegre, atualmente Pau dos Ferros, no dia 25 de novembro de
1941. Foram seus pais ANTÔNIO FERNANDES DE OLIVEIRA e MARIA DE JESUS.
Descendia pelo lado materno, de Alexandre Moreira Pinto,
homem que teve grande prestígio nos sertões do Rio Grande do Norte e da Paraíba,
e pelo lado paterno, de Matias Fernandes Ribeiro, grande proprietário na
ribeira do Apodi, onde gozava[D1] de muita influência social,
econômica e política.
Estudou apenas
rudimentos de primeiras letras com professores particulares, como era de
costumes, visto não haver ainda escolas
públicas, senão em algumas vilas e em poucas povoações.
Em 1948, seus pais transferiram a residência para a fazenda
Varzinha, também localizada em território de Portalegre, depois pertencente ao
município de Marcelino Vieira.
Ali, passou ANTÔNIO FERNANDES os anos da juventude e da
adolescência, entregue aos trabalhos agrícolas e às lutas pastoris.
Em 1960, mudou-se para o Sitio Bom Jardim, distrito de ás de
Luís Gomes, trinta anos mais tardem, em 1890, elevado a município, desmembrado
de Pau dos Ferros.
Constituiu família em 1964, casado com sua prima Dona Ana
Martins da Silveira, da qual houve dois filhos: um falecido em tenra idade e
Dona MARIA FERNANDES DE OLIVEIRA, Em 1992, enviuvou-se e, dois anos depois,
contraiu novas núpcias com sua cunhada Dona Maria Fernandes da Silveira. Desse
consórcio, houve apenas um filho – FRANCISCO FERNANDES DE OLIVEIRA.
Dotado de grande inteligência, de invejável capacidade de
trabalho e aproveitando a fertilidade da terra construiu açudes que lhe garantiram
a cultura de cana de açúcar em grande escala, de algodão, mandioca e cereais,
montou engenho para a fabricação de rapaduras e aguardente, como também um
estabelecimento de beneficiar algodão. Desenvolveu, igualmente, a criação de
gado na fazenda Milhã, embora fosse por processos rotineiros. Tornou-se, desta
forma, um dos maiores agricultores e criadores de Luís Gomes e Pau dos Ferros.
Numerosos eram os operários que moravam em suas propriedades,
para os quais construía casas, dava-lhes gratuitamente terras para plantação de
cereais e algodão. Nos anos secos e de pouco inverno, fornecia-lhes alimentação
e vestuário com condição, apenas, de trabalharem os referidos operários,
mediante remuneração, em sua lavoura, na conservação dos açudes e cercas, nos
trabalhos de fabricação de rapaduras, aguardente, farinha, no descaroçamento e
enfardamento de algodão.
Possuidor de sólida formação religiosa, construiu um oratório
particular em sua residência e ali prestava assistência religiosa aos seus
moradores, convidando, anualmente, o vigário da freguesia para fazer a
desobriga no tempo pascal. Não permitia que alguém vivesse em seus terrenos sem
ser religiosamente casado.
Inscreveu-se muito moço nas fileiras do Partido Liberal, no
tempo da monarquia, gozando de muito prestígio e de muita confiança no seio
dessa antiga agremiação partidária. Com o advento da República aderiu ao novo
regime. Sendo um dos fundadores do Partido Republicano no município de Luís
Gomes.
Em 18983. Com o consenso geral dos habitantes do município de
Luís Gomes, assumiu a chefia do partido que havia ajudado a fundar, em cujo
comando se conservou até a época do seu falecimento em 16 de novembro de 1906.
Era capitão da Guarda Nacional, título por que era
vulgarmente tratado com muito respeito.
Homem de índole pacífica e conciliadora, sua palavra, calma e
ponderada, seus conselhos refletidos e persuasivos eram ouvidos e acatados
respeitosamente pelos luís-gomenses, que reconheciam
Como administrador do município de Luís Gomes, resolvia, sem
precisar da intervenção da Justiça, as pequenas questões de limites de
propriedades, tão comuns nas regiões sertanejas, conseguindo sempre uma solução
satisfatória, de modo que as partes contendoras ficassem amigas e em perfeita
harmonia. Foi também juiz municipal do termo judiciário de Luís Gomes, cargo
que,, igualmente, exerceu com probidade.
O Capitão Fernandes, como era geralmente conhecido e tratado
em todos os círculos de suas relações sociais, deu inequívocas provas de suas
excelentes qualidades de honradez do seu caráter e da elevada noção de
responsabilidade em todos os cargos que exerceu.
Poucos homens públicos gozaram de estima e da popularidade
que o capitão Fernandes desfrutou em Luís Gomes. Residia no aprazível sírio Bom
Jardim. Somente aos domingos, dias de festas religiosas e cívicas, de júri e de
eleição, ia à vila. No sopé da serra, numeroso grupo de amigos, parentes e
correligionários o esperava para a acompanha-lo até a Vila. E, assim, a sua
entrada na sede do município tinha sempre um aspecto festivo pelo grande número
de cavaleiros que formavam o acompanhamento.
Hospedava, fidalgamente, todas as autoridades civis, eclesiásticas
e todas as pessoas de posição que visitassem Luís Gomes
Faleceu de um colapso cardíaco, no sítio Bom Jardim,
município de Luís Gomes, no dia 16 de novembro de 1906
FONTE – LIVRO PATRONO
ESCOLARES, DE MANOEL JÁCOME DE LIMA E GEORGE VERAS